FELIPE NEPOMUCENO
Cineasta · Diretor Audiovisual · Escritor

Felipe
Nepomuceno

Passei a infância no exílio, entre a Argentina, a Espanha e o México. A América Latina é o território que revisito desde então.

Retrato de Felipe Nepomuceno
Foto: Karla Albuquerque
Cena de Ney à Flor da Pele
NEY À FLOR DA PELE · TRAILER DO LONGA-METRAGEM DOCUMENTAL
RIO DE JANEIRO · BUENOS AIRES
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Sobre

Vivo entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires. As ligações que tenho com a América Latina vêm das amizades da infância e da juventude, e foi delas que veio meu primeiro longa-metragem, Eduardo Galeano Vagamundo.

Para o Canal Brasil dirigi Sangue Latino, série documental filmada em oito países, com presenças como Ricardo Darín, Chico Buarque e Fernanda Montenegro, e Janelas Abertas, realizada na Espanha, em que entrevistei Terry Gilliam, Alfonso Cuarón e David Byrne. Com Ney Matogrosso mantenho uma parceria de anos, que passa pelo longa-metragem Ney à Flor da Pele e pela trilogia de DVDs de suas turnês.

Nunca quis ser cineasta: queria ser fotógrafo e artista plástico. Aos vinte anos, num inverno em Nova York, ouvi o disco da trilha de O Carteiro e o Poeta, em que treze atores e músicos leem Neruda, um poema cada. Só muito tempo depois percebi como isso é recorrente no meu trabalho: alguém lendo um poema em voz alta. Não é influência. É memória.

Como cineasta, desenvolvo obra autoral e busco parcerias de produção; como diretor, realizo projetos para produtoras e canais de TV. Dirijo pela Nepomuceno Filmes, produtora independente que fundei com Tereza Alvarez, em diálogo com a literatura, a música e a memória cultural da América Latina.

Desenvolvo atualmente projetos ligados a Antonio Callado, Carlito Azevedo, Darcy Ribeiro e Leonardo Boff, e finalizo um livro inédito de poemas e desenhos.

Estudei na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e na New York School of Visual Arts, e me formei em Direção Teatral pela UNIRIO.

50+Curtas-metragens
3Longas-metragens
8Séries dirigidas
7Livros publicados
Eduardo Galeano
Foto: Breno Cunha
02

Filmografia

Longas-metragens documentais

Cartaz de Eduardo Galeano Vagamundo
Eduardo Galeano Vagamundo
2018 · Brasil e Uruguai · 72 min
No centro do filme, uma longa entrevista com Eduardo Galeano que dirigi na casa dele, em Montevidéu, em 2010, para o Sangue Latino. Boa parte dela ficou inédita até este filme. É a única entrevista do filme: em volta dela, leitores, amigos e admiradores como Ricardo Darín, Mia Couto e Joaquín Sabina leem a sua obra.
Festivais e prêmios
Melhor Ópera Prima Documental, Festival de Cine Global Dominicano, 2019
Estreia mundial, 28º Cine Ceará, 2018
DOK.fest München, 2019
Onde assistirGloboplay
Cartaz de Lugar de Fala
Lugar de Fala
2019 · Brasil · 71 min
Sala 402 da UNIRIO: luz natural, um pano preto, uma cadeira. Chamei colegas do curso de teatro para sentar ali, um de cada vez, e filmei de smartphone a um metro do rosto. Fiz poucas perguntas. Contaram tudo.
Festivais e prêmios
Première Brasil Geração, Festival do Rio, 2019
DireitosInédito em streaming, disponível para licenciamento
Cartaz de Ney à Flor da Pele
Ney à Flor da Pele
2020 · Brasil · 73 min
Uma antologia audiovisual de Ney Matogrosso montada só com imagens de arquivo: shows, entrevistas e aparições de televisão desde os anos 1970. Ninguém fala dele no passado. Tudo no filme acontece no presente.
Festivais e prêmios
Estreia internacional, IndieMusic, IndieLisboa, 2021
Mostra Cinco Vezes Ney Matogrosso, 29º Festival Mix Brasil, 2021
Onde assistirCurta!OnPrime Video

Séries e programas

Sangue Latino
Uma entrevista longa por episódio, em preto e branco e parte em 16mm, com artistas, escritores e nomes públicos da América Latina e de Portugal, entre eles Adolfo Pérez Esquivel, Cecilia Roth, Ferreira Gullar, Gonçalo M. Tavares, Leonardo Padura, Omara Portuondo, Ricardo Piglia e Sebastião Salgado. Oito temporadas e 195 episódios para o Canal Brasil, com fotografia de Breno Cunha, Ivo Lopes Araújo, Lula Carvalho e Walter Carvalho. Disponível no Globoplay.
Janelas Abertas
Cineastas falando de como se faz um filme. Passaram por ela Alfonso Cuarón, David Byrne, Hirokazu Kore-eda, Juan José Campanella e Terry Gilliam. Duas temporadas realizadas na Espanha para o Canal Brasil, com fotografia de Pedro von Krüger. Disponível no Globoplay.
Álbum de Memórias
Oito episódios sobre encontros com Augusto Boal, Darcy Ribeiro, Fernanda Montenegro, Gabriel García Márquez, Joan Baez, Julio Cortázar, Oscar Niemeyer e Tom Jobim, narrados pelo escritor e tradutor Eric Nepomuceno, que os conheceu. Para o Canal Futura. Além de dirigir, assinei a fotografia. Disponível no Globoplay.
26 Poemas Hoje
Vinte e seis poetas contemporâneos lendo a própria obra, um videopoema para cada, entre eles Angélica Freitas, Arnaldo Antunes, Chico César, Gregório Duvivier, Jorge Mautner e Marília Garcia. O título é uma referência a 26 Poetas Hoje, a antologia que Heloísa Teixeira organizou nos anos 70. Para o Canal Brasil, sob o olhar de fotógrafos como Caroline Bittencourt, Heloisa Passos e Jacques Cheuiche.
A Arte do Encontro
Encontros em estúdio entremeados por leituras dramáticas, reunindo nomes como Antônio Fagundes, Conceição Evaristo, Glória Pires, Hector Babenco, Ruy Guerra e Selton Mello. Três temporadas para o Canal Brasil, com apresentação de Bárbara Paz e Tony Ramos e fotografia de Pablo Baião.
Contradança
Yamandu Costa em encontros e colaborações musicais com Alcione, Arthur Moreira Lima, Mônica Salmaso e Seu Jorge, entre outros. Para o Canal Brasil, com fotografia de Fernando Young. Disponível no Globoplay.
Estúdio 66
Performances musicais em plano-sequência, com músicos como Caetano Veloso, Egberto Gismonti, João Bosco, João Donato e Milton Nascimento. Oito temporadas para o Canal Brasil, apresentadas em fases diferentes por Marcos Nimrichter, Ricardo Silveira e Zé Nogueira, com fotografia de Marcio Menezes. Assista no YouTube.
Globo Ciência
Divulgação científica para o grande público, num programa da Fundação Roberto Marinho que estreou em 1984. Dirigi uma temporada para o Canal Futura, na fase apresentada por Alexandre Henderson, com fotografia de Davi Pacheco.
Pet.doc
Treze episódios sobre o universo pet, filmados em 16mm. Para o Canal GNT, com fotografia de Manuel Águas. Assista no YouTube.
Retratos Brasileiros
Dirigi o episódio sobre Paulo Gil Soares, corroteirista e assistente de direção de Deus e o Diabo na Terra do Sol, diretor de Memória do Cangaço e criador do Globo Repórter, que dirigiu até 1983. Entrevistei, entre outros, Geraldo Sarno, Lírio Ferreira, Maurice Capovilla, Orlando Senna, Othon Bastos e Walter Lima Jr. Para o Canal Brasil, com produção da Urca Filmes. Assista no YouTube.
Abraços
Vinte e cinco leituras de textos de Eduardo Galeano, gravadas em homenagem ao escritor logo depois de sua morte, por artistas como Kevin Johansen, Milton Hatoum, Paulo José e Ruth de Souza. Websérie com fotografia de Breno Cunha, Ivo Lopes Araújo, Lula Carvalho, Pedro von Krüger e Walter Carvalho. O acervo deu origem ao longa Eduardo Galeano Vagamundo. Assista no YouTube.
Ney Matogrosso
Foto: Pablo Baião

Direção de DVDs e Espetáculos Musicais

Concepção cinematográfica de espetáculos musicais ao vivo, com destaque para a trilogia oficial de turnês de Ney Matogrosso: Beijo Bandido, Atento aos Sinais e Bloco na Rua. Dirigi também os registros de João Donato e Bud Shank, do Trio Madeira Brasil, de Orlando Morais e do Sabe Você, de Leo Gandelman.

Capa do DVD Beijo Bandido
Beijo Bandido
2011 · EMI
Gravado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com fotografia de Breno Cunha.
Capa do DVD Atento aos Sinais
Atento aos Sinais
2014 · Som Livre
Gravado no Tom Brasil, em São Paulo, com fotografia de Fernando Young.
Capa do DVD Bloco na Rua
Bloco na Rua
2019 · Som Livre
Gravado sem plateia: Ney cantou para a câmera. Fotografia de Pablo Baião.
João Donato e Bud Shank Ao Vivo no Rio de Janeiro
Ao vivo na Mistura Fina. Assista no YouTube.
Trio Madeira Brasil
Ao vivo no Teatro Claro Mais RJ, em Copacabana. Assista no YouTube.
Orlando Morais & Rivière Noire
Ao vivo na margem do Lago Norte, em Brasília. Assista no YouTube.
Leo Gandelman e Convidados — Sabe Você
Em estúdio, parte em 16mm, com Leny Andrade, Lirinha e Luiz Melodia, entre outros. Assista no YouTube.
Foto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x RomárioFoto pintada à mão de 36 x Romário
36 x Romário · acrílico sobre papel fotográfico

Curtas-metragens 50+ dirigidos · seleção

36 x Romário
Perguntei aos presidiários o que eles sonhavam. Tive autorização para fotografar, não para filmar, então o curta é feito das fotos de um único filme fotográfico de trinta e seis poses, pintadas depois com tinta acrílica, com as vozes gravadas em fita k-7.
Blume
Doze videopoemas feitos a partir do meu livro Blume, cada um com imagens de um fotógrafo diferente, narração minha e trilha de Domenico Lancellotti. Nasceram separados e só depois se reuniram neste filme.
Breve História do Espírito
Feito no dia seguinte à morte do escritor Sérgio Sant'Anna. Uma caneta escreve o luto sobre o papel, e é o único som do filme.
Caetana
Abril de 2014. Ariano Suassuna conversa com Caetana, como a morte é chamada no sertão nordestino. Ele morreria três meses depois. Fiz o filme quando soube.
Capivara!
Uma capivara surge no meio da cidade do Rio de Janeiro. Pescadores, moradores e frequentadores da Lagoa Rodrigo de Freitas contam o que viram, e cada um conta uma coisa diferente.
Cidade sem Mar
Era um garoto esquecido no quintal da própria infância. Um texto de Aline Bei, narrado por ela, que filmei na fazenda dos meus avós, em Lagoa Santa, Minas Gerais.
Estrondo
Um texto de Eduardo Galeano sobre Arthur Bispo do Rosário, na voz de João Miguel. Filmei ao ar livre, com uma fogueira como única fonte de luz.
Fernando Birri de Olhos Abertos
Uma pergunta a Fernando Birri, diretor argentino de Tire Dié, o filme de 1960 que abriu caminho para o novo cinema latino-americano: como você vê o mundo hoje? A resposta virou o filme, com as palavras dele ocupando o lugar das imagens.
Guadalajara 70
Cheguei a Guadalajara perguntando a taxistas e garçons sobre a seleção brasileira de 70 e acabei entrevistando os velhos craques do Chivas, o clube da cidade, sobre as memórias que a seleção deixou ali, no Estádio Jalisco.
Melhor Filme, Júri Popular · Cinesul, Festival Latino-Americano de Cinema e Vídeo, 2002
A Incrível Volta ao Mundo do Tricolor Suburbano
Em 1961, o Madureira Esporte Clube passou três meses excursionando por China, União Soviética, Cuba, Índia, Egito, Estados Unidos e México, em plena Guerra Fria. Um time do subúrbio carioca foi parar diante de Che Guevara. Narrado pelos próprios ex-jogadores, sobre fotografias e recortes de seus acervos pessoais.
Melhor Direção · REcine, Festival Internacional de Cinema de Arquivo, 2013
As Justiceiras do Capivari
Um grupo de mulheres da Baixada Fluminense, liderado por Ilda Prado, passou a patrulhar os matagais de facão e foice depois que crianças foram estupradas e mortas a caminho da escola. Filmei com as minhas amigas justiceiras.
Los Luchadores
Filmei em 2001, na mesma viagem ao México que gerou o Guadalajara 70, e só montei em 2008. A associação mexicana de lucha libre autorizou a filmagem com uma condição: nenhum lutador podia aparecer sem máscara. Antes do filme existir, o material virou uma videoinstalação no CCBB do Rio de Janeiro.
A Última Fábrica
A Polysom, em Belford Roxo, era a última fábrica de discos de vinil da América Latina e estava prestes a fechar. Filmei num único plano-sequência, acompanhando a fabricação de um disco do começo ao fim, com o único rolo de 35mm que tínhamos: não cabia erro. Fotografia e câmera de Lula Carvalho.
Vila Mimoza
Tradicional área de prostituição do Rio de Janeiro, filmada em uma única noite. As mulheres que trabalham ali contam suas histórias de frente para a câmera, sem rosto desfocado ou ocultado.
Fotograma
Foto: Lula Carvalho
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Literatura

Sete livros de poemas publicados desde 1997, quase todos com desenhos meus. Na pandemia gravei o Calamares ao vivo, lendo o livro inteiro.

Capa de O Marciano
O Marciano
1997
Escrito em poucos dias, num apartamento da Calle Amor de Dios, em Madri, aos vinte e um anos, depois de dez meses viajando pelos Estados Unidos, México e Europa. Diariamente mandava os poemas para a família em forma de carta. Um poema para cada cidade: as que conheci na viagem e as que faziam parte da minha vida desde a infância. Oitenta ao todo, quarenta e quatro no livro. Marciano era o nome do meu bisavô, e o título é também uma homenagem a ele. Prefácio de Sérgio Sant’Anna e orelha de Ruy Guerra.
Capa de Calamares
Calamares
1999
Depois de O Marciano fiquei sem conseguir escrever, até sair um poema que misturava português e espanhol, o 2839, publicado na revista Inimigo Rumor. Ele foi a ponte para o Calamares, que veio todo em espanhol e só depois traduzi; a edição é bilíngue. Escrevi sob o impacto da morte de um amigo, ouvindo Fito Páez. O livro segue o modelo de Veinte poemas de amor y una canción desesperada, do Neruda: são vinte e um poemas, e o último se chama “Uma canção desesperada”. Prefácio de Carlito Azevedo e texto de Eduardo Galeano na quarta capa. Um dos três títulos de estreia da coleção Inimigo Rumor, da 7Letras.
Capa de Fotonovelas
Fotonovelas
2000
Convite de Jorge Viveiros de Castro para a primeira leva de plaquetes da 7Letras, a coleção Moby Dick. Rasguei folhas de contato que tinha guardadas, montei uma sequência de fotografias, imaginei os diálogos que elas pediam e mandei fazer os carimbos. Carimbei os cem exemplares um a um. O lote saiu com as páginas encadernadas fora de ordem, por engano, e ficou dadaísta. A edição seguinte veio na ordem que eu tinha pensado. O título vem das fotonovelas que eu colecionava, Grande Hotel, Sétimo Céu: era a minha maneira de fazer uma.
Capa de O Aquário
O Aquário
2001
Depois do Calamares veio outra vez o vazio: eu queria escrever e não saía nada. Até que comecei a me lembrar de cidades que tinha esquecido, e a escrever sobre elas. Recuperei fragmentos que tinham ficado de fora do Marciano. O Aquário é, de certa forma, a segunda parte dele. O título vem de um aquário que eu tinha num apartamento pequeno onde fui muito feliz.
Capa de Mapoteca
Mapoteca
2009
Anos depois do Aquário, Carlito Azevedo me convidou para a coleção Ás de Colete, da Cosac Naify com a 7Letras. Reuni ali livros que já tinha publicado e o material que vinha guardando para os próximos: Querência, A Cidade e O Diário de Kroepoek, mais uma seção de contos, Laranjópolis, e uma pequena série de poemas sobre Santo Amaro da Purificação. São 239 páginas.
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Capa de Blume
Blume
2014
Meu livro mais denso, e provavelmente o mais triste. Para iluminar o peso dos poemas, convidei amigos fotógrafos de cinema e de still para interpretarem alguns deles em imagem; daí nasceram os videopoemas que acompanham o livro, com narração minha e trilha de Domenico Lancellotti, acessíveis por QR codes impressos nas páginas. Depois foram reunidos num curta com o mesmo nome. Apresentação de Carlito Azevedo e orelha de Kevin Johansen.
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Capa de O Velho em Chamas
O Velho em Chamas
2015
Livia Deorsola, então editora da Cosac Naify, me convidou para escrever no blog da editora, que lançava um livro de fotografias de Juan Rulfo. Ela não sabia que eu tinha sido inquilino do Rulfo na infância. Escrevi um texto de memórias daquele período e fiz desenhos. Anos depois, quando a 7Letras lançava uma nova série de plaquetes nos moldes da Moby Dick, Jorge Viveiros de Castro me chamou de novo; eu não tinha nada inédito, lembrei do texto sobre o Rulfo e fiz desenhos novos. O velho em chamas é ele, e o título conversa com El llano en llamas.
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Poemas publicados em Esses poetas: uma antologia dos anos 90, organizada por Heloísa Teixeira. Nos anos 70 ela havia organizado 26 Poetas Hoje, a antologia que lançou a poesia marginal e virou um marco da poesia brasileira; Esses poetas foi a primeira vez que ela voltou a apresentar uma geração nova. Muitos anos depois, aquele título deu nome à minha série 26 Poemas Hoje. Publiquei também em A poesia andando: treze poetas no Brasil, organizada por Marília Garcia, na antologia Uma espécie de cinema, na revista Inimigo Rumor e na coluna Risco, de Carlito Azevedo, no jornal O Globo.

Capa de A poesia andando
A poesia andando
2005
Capa de Esses poetas
Esses poetas
1998
Capa de Uma espécie de cinema
Uma espécie de cinema
2011
Capa da revista Inimigo Rumor nº 3
Inimigo Rumor nº 3
1997
Desenho de Felipe NepomucenoDesenho de Felipe NepomucenoDesenho de Felipe NepomucenoDesenho de Felipe Nepomuceno
Desenhos publicados na revista Morel nº 20 · caneta Touchmoon 3.0 sobre papel Chamequinho A4, 120 g
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Formação e júris

Formação
  • Escola de Artes Visuais do Parque LageRio de Janeiro
  • New York School of Visual ArtsNova York
  • Direção Teatral · UNIRIORio de Janeiro
Jurado em festivais
  • 32º Curta Cinema, Competição Nacional · Rio de Janeiro2022
  • 37ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia2010
  • CineSul, Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo2005
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Contato

Procuro parcerias para projetos em desenvolvimento. Também dirijo para produtoras e canais. Escreva.